Categoria: Desabafo

18 maio 2017 ConselhosDesabafoPessoal

Afinal, o que aconteceu?

Afinal, o que aconteceu? - http://desneurando.com.br

Eu sumi. Mas dessa vez por meses a fio. Não tive nenhum contato no mundo blogueiro e quis muito sumir de tudo, parar um pouco para me reorganizar. Mas afinal, o que aconteceu?

Bom, foram muitas coisas ao mesmo tempo. Eu estava em um emprego no Terceiro Setor, que parecia ser um sonho, poder usar minha graduação para fazer o bem para as pessoas. Acontece que acabou sendo um dos piores empregos que já tive e passei por muitas barras nele. Eu precisava sair de lá, já estava em um limite físico, mental e emocional. Não quero entrar em detalhes, mas posso escrever que jamais sairia de uma empresa se coisas graves não acontecessem e o que aconteceu lá me destruiu, mas prefiro deixar quieto e saber que um dia eles mesmos vão se destruir. Desde o começo do ano eu estava procurando um novo lugar e consegui! Agora eu sou Web Designer em uma megastore e estou muito bem lá, ainda estou em experiência, mas espero ficar lá por muitos anos. Tenho me estressado bem menos, a qualidade de vida é melhor, o salário é maior e tenho alguns privilégios: tenho desconto em toda a loja, ganho vários livros e até ganhei um sorteio interno para uma entrevista com a JoJo Moyes, autora do livro “Como eu era antes de você” (foi incrível)! Além de ter acompanhado o bate-papo, ganhei um livro autografado por ela, o Paris para Um e uma foto com a JoJo! Então sim, esse foi um dos motivos de eu estar afastada, eu precisava me realocar profissionalmente e estava bem abalada com o que tinha acontecido na outra empresa, além de precisar pegar o ritmo da nova porque gente trabalhar em e-commerce não é fácil!

O grande outro motivo do meu sumiço é um pouco mais triste: ano passado minha avó materna descobriu que estava com câncer de mama. Foi um baque muito grande em toda a família, além de um certo momento de revolta, porque ela descobriu o câncer já em fase terminal, havia pelo menos 10 anos que ela tinha essa doença maldita e ninguém sabia. Eu fiquei bem chateada e triste, afinal faço parte das pessoas que foram criados pelos avós enquanto os pais trabalhavam e saber que ela poderia ir embora a qualquer momento era estressante e me deixava machucada. No fim do mês passado ela contraiu uma pneumonia, ficou internada no hospital e depois de duas semanas ela se foi. Para mim foi um dos lutos mais terríveis que já tive que passar, até hoje ainda fico sentida, mas como sou cristã me pego na fé e na certeza de que ela foi para um lugar bem melhor que o nosso. Foi muito bom ter o meu namorado do meu lado, me ajudando nesses momentos difíceis.

Mas e agora, o que vai ser do blog daqui para frente? Eu espero voltar a postar semanalmente, espero não precisar ficar mais meses sem postar por estar passando por momentos difíceis. Mas gostaria de deixar uma lição: eu tenho me fortalecido muito nesse período e talvez se não tivesse passado por esses problemas eu jamais cresceria. Foram meses de tristeza e dor, mas posso dizer que hoje sou uma pessoa bem melhor. E vida que segue!

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27 jun 2016 CríticaDesabafo

A culpa é de quem?

Imagem: Tumblr

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Eu ando fazendo posts meio polêmicos, eu sei. Mas acontece que não consigo ficar apática com certas situações que andam acontecendo no dia-a-dia. Eu não sei bem se é porque cresci e comecei a acompanhar mais as notícias ou se os anos passam e o mundo só piora, mas o que eu sei é que em toda a minha vida essa está sendo a época onde eu estou ficando mais revoltada com a falta de bom senso da humanidade. Eu tentei deixar passar o máximo que eu pude sobre o assunto, mas vamos combinar, somente nesse semestre três animais já foram cruelmente abatidos para proteger o ser humano, o coitadinho do mundo. Eu escrevo meio revoltada mesmo, porque estou cansada de ler e ouvir que tudo é uma tragédia, que nada poderia ter sido feito. Tragédias acontecem, mas em grande parte a culpa é da humanidade sim e o “acaso” que muitos insistem em culpar não pode ser sempre considerado, afinal se está acontecendo constantemente não é mais uma tragédia e sim um problema a ser resolvido. As histórias mais recentes mostram o que gostaria de debater: um leão dilascerando uma criança que colocou o braço na jaula, um gorila que foi morto para proteger uma criança que caiu na jaula, uma onça que “participou” do carregamento da tocha olímpica e foi abatida por apresentar ameaça aos participantes, entre outras notícias constantes que andam acontecendo.

Em um zoológico dos Estados Unidos um menino pequeno caiu dentro do “habitat” dos gorilas, causando muita confusão. Eu entendo o pânico das pessoas, tentando tirar o menino de lá e assustadas que um gorila enorme estava com ele. Mas acontece que infelizmente em vez de ajudar, as pessoas só pioraram a situação. Gritando e se desesperando, o gorila que não estava fazendo nada começou a se assustar e tentar proteger o menino. O resultado foi sim uma tragédia: o gorila sempre que escutava a gritaria arrastava o menino pelo córrego tentando afastar ele dessa confusão. O final todo mundo sabe, atiraram no gorila, matando ele e salvando o menino. Tudo bem, em uma situação de risco eu até entendo que antes o animal do que seu filho, mas vamos por partes: zoológicos já são uma tragédia por si só, com ambientes despreparados, mal feitos e sem segurança, fazendo com que pessoas possam cair no habitat e funcionários despreparados só pioram a situação…

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27 maio 2016 ConselhosDesabafo

Não podemos ficar caladas

Imagem: Tumblr

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Estupro. Não preciso explicar o que é ou porque estou escrevendo esse texto, todo mundo está falando sobre isso no momento. O infeliz caso que está na mídia é apenas um dos que acontecem diariamente, pois segundo estatísticas a cada ONZE MINUTOS uma mulher é estuprada! Claro que ninguém é a favor disso, mas devo dizer que nós ficamos caladas em muitos momentos do dia-a-dia onde deveríamos lutar pelos nossos direitos e tentar acabar com a cultura do estupro. Sim, infelizmente é uma “cultura” passada de pais para filhos e que muitas vezes nem percebemos. Começa quando você é criança e menino brinca com menino e vice-versa, crianças aprendem desde pequenas que são diferentes e não podem brincar igual. Quantas mulheres já escutaram quando eram crianças: “fecha a perna porque você é mocinha”, “não brinque com meninos que eles podem te machucar”, “você não tem força para isso”, “menina brinca com boneca e não carrinho”.

Depois você fica adolescente e alguns pais não podem ver você do lado de algum amigo que já ficam querendo saber qual é a intenção dele com você, que homem e mulher juntos significa romance ou homem querendo transar, não dá para ter uma amizade saudável sem ter segundas intenções, pois segundo a nossa sociedade: “eles só pensam naquilo”. Ah sim, você não pode usar roupas muito curtas, senão é uma vagabunda. Não pode usar batom vermelho, porque é coisa de puta. Sair de casa à noite? Mas neeem pensar, imagina uma mulher sozinha na rua que absurdo? O seguro é você em casa, mas caso queira sair tem sempre que ter alguém junto, principalmente um homem para te defender. E nós mulheres muitas vezes aceitamos essas imposições sem pensar duas vezes ou tentar mudar essa rotina machista.

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11 abr 2016 ConselhosDesabafoDesneurando

24 coisas que aprendi com 24 anos

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No dia 11 de Março eu completei 24 anos. E no meio de tanta correria nem consegui fazer um post especial, mas gostaria de deixar (mesmo que um mês atrasado) 24 conselhos agora que já tenho 24 anos. A gente erra, aprenda, refaz. E o que aprendi é que seguir conselhos de pessoas mais velhas ajuda muito. Espero poder ajudar assim como já fui muito ajudada e espero ganhar conselhos também, então comentem!

1. Não tenha pressa de crescer
Eu aprendi da pior maneira que querer ser mais velha do que sou não ajuda em nada as situações e problemas, talvez só piore porque você cria uma expectativa muito grande e quando fica mais velho percebe que não era nada daquilo que você sonhava e acaba se decepcionando muito.

2. Seu trabalho não é sua vida
A gente tem a sensação de que quando trabalha no que gosta pode ficar 8h, 9h e até mais tempo trabalhando que não tem problema. Afinal, você ama trabalhar e trabalha porque gosta. Agora que sou freelancer e fico em casa posso ver o quanto perdemos nosso tempo em um trabalho, perdemos muita qualidade de vida.

3. Você só sabe quem está do seu lado na hora da doença
Com 17 anos tive uma doença muito séria e fiquei internada no hospital, foram quase 3 meses de idas e vindas de internações, cirurgia às pressas e NENHUM AMIGO ME VISITANDO ou ao menos perguntando se eu estava bem. Eu dava tanto valor para algumas pessoas e quando fiquei doente percebi quais realmente eu deveria dar valor e quais eu deveria repensar se elas se importavam mesmo comigo.

4. Não tente ser diferente do que você é
Pode parecer um conselho meio clichê, mas já tentei tantas vez ser aquilo que não era… Tentei me encaixar em grupos, me encaixar em algum lugar mudando pensamentos, roupas e jeitos de falar só para ver se me aceitavam. Não se preocupe, existem pessoas que te aceitam como você é, basta encontrá-las!

5. O colégio te ensina, mas não muda sua vida
Um pouco polêmico, porém tenho que ser sincera. Os adultos vivem dando essa ideia de que você vai estudar para se formar para a vida. O colégio te ensina muitas coisas e é muito importante estudar, mas não é ele que vai te ensinar todas as questões da vida.

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17 mar 2016 DesabafoDesneurandoPessoal

O dia em que cortei tudo

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Resolvi mudar. Talvez essa seja a frase que pode resumir bem o que queria quando resolvi cortar um cabelo que batia na minha bunda em um corte quase chanel. Vou começar do começo! Desde pequena minha mãe, por alguma razão desconhecida, sempre deixou meu cabelo bem curtinho. Curtinho mesmo, chegavam a passar máquina na parte de trás do meu cabelo para “fazer pézinho”. depois de anos com o cabelo sempre curto, chanel, com 13 anos resolvi que não iria mais ter o cabelo curto. E assim fiquei com o cabelo na altura dos ombros até cabelo bem grande até meus 20 anos. Nessa idade resolvi fazer uma mudança radical e ficar loira. Eu, sempre morena, queria experimentar algo novo. Mas então aquele trauma que todas desejam de verdade não passar aconteceu: o salão detonou meu cabelo, cortou mega curto com a desculpa de que era melhor, deixou um loiro horrível e me deixou mega traumatizada. Meu cabelo ficou horrível, eu vivia escrava da chapinha e para piorar meu cabelo era uma palha sem fim, por ter ficado loiro. Depois desse episódio tomei uma decisão drástica: Cabelo curto e loiro nunca mais!

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17 fev 2016 DesabafoDesneurandoPessoal

Até onde a sua opinião tem importância?

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Esse vai ser um graaaande desabafo. Da última semana para cá muitas pessoas resolveram falar suas opiniões sobre minha vida. Assim, do nada. Assim, sem eu pedir. Deram opiniões sobre meu trabalho, meu estilo de vida, o que eu como, o que eu faço, o que eu visto, como me comporto e, o que me deixou uma fera, o meu namoro. Como diz a sábia poetisa MC Melody: falem bem ou falem mal, mas falem de mim. Eu não tenho culpa se você não é feliz!

O que me deixou bem irritada foi que além de darem suas “importantes” opiniões sobre minha vida, as pessoas simplesmente deram esperando que eu mudasse. Algo tipo: estou te avisando, então mude. Gostaria de deixar bem claro que não sou uma pessoa que não aceita críticas, muito pelo contrário, eu realmente escuto e tento mudar. Mas tenho percebido que estamos vivendo em uma época onde não existe mais discussão de lados, as pessoas não aceitam nada além da caixinha. Elas acreditam que a vida tem que ser assim, então se você não tem uma vida assim, significa que você está errado.

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